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Entrevista com o Deputado Federal Paulo Ganime


Deputado Federal pelo Partido Novo, ele é Engenheiro Pós Graduado, jovem 38 anos. Natural do Rio de Janeiro. Paulo Ganime, Pré Candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, tem um projeto diferente: A liberação de emendas através de editais. O que é isso? Como pode beneficiar a população? Já está liberado? Quem pode solicitar? Com tantas indagações, a Revista Siga, convidou o Deputado para uma entrevista, esclarecendo o que é esse projeto e falar de assuntos do Estado do Rio:

Revista Siga: Como é seu projeto para emendas através de edital?

Paulo Ganime - O meu projeto, através de editais, tem como objetivo acabar com a politicagem na distribuição dos recursos e selecionar as emendas de forma técnica e transparente. Todos os anos, os deputados federais e senadores têm direito a destinar recursos da União para serem alocados em projetos. São as emendas parlamentares individuais, que estão previstas na Lei Orçamentária Anual (LOA). Sou contra esse modelo porque infelizmente houve uma deturpação da sua finalidade. As emendas funcionam como capital eleitoral nas bases dos políticos e até para alimentar esquemas de corrupção. Mas, enquanto elas existirem, eu faço o edital de emendas para selecionar da forma mais transparente possível projetos de instituições que estejam comprometidas com os interesses da população do estado do Rio de Janeiro. Os projetos são selecionados de acordo com critérios técnicos, sem interesses políticos, para receberem recursos das minhas emendas individuais.

RS- Qualquer entidade pode apresentar um projeto e receber emendas? Inclusive as associações de moradores?

PG - Desde que as entidades sejam idôneas, estejam com as documentações em dia e cumpram os requisitos previstos na Lei 13019/2014. Os projetos apresentados deverão obedecer a alguns critérios, como atender interesses da sociedade de forma ampla e não interesses de um grupo específico; projetos deverão ter valor mínimo de R$ 100 mil; estar alinhados com os valores do partido NOVO; entre outros. E podem abranger diversas áreas, como saúde, educação, segurança, turismo, entre outras. Haverá análise técnica com ajuda de especialistas e apresentação dos projetos pré-selecionados. Já lançamos o Edital 2022-2023 e as propostas podem ser enviadas até o dia 01/06/2022 exclusivamente via Google Forms pelo link: https://bit.ly/editaldeemendas2023

RS - Como é feita a fiscalização para saber se o recurso está sendo bem usado?

PG - Além de visitarmos as instituições concorrentes para conhecer melhor o projeto, também acompanhamos a liberação dos recursos e o andamento do projeto. Sempre que possível, também participamos da inauguração, como ocorreu em abril, com o novo Laboratório de Inovação em Saúde Pública – Serviço de Triagem Neonatal, no Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Rio de Janeiro - que recebeu R$ 500 mil das minhas emendas individuais. Essa unidade vai realizar o teste do pezinho, que detecta precocemente doenças que causam complicações graves, permitindo tratamentos antes que a criança apresente sequelas, atendendo a toda a demanda do Rio e de outros estados.


RS - Considera um sucesso esse projeto?

PG - Com certeza. Em três anos recebemos 839 propostas de entidades públicas e privadas, organizações sociais e filantrópicas, nas áreas de saúde, educação, segurança, que são prioritárias para a sociedade fluminense. Noventa e três projetos de 57 instituições em 37 municípios fluminenses já foram contemplados com recursos das minhas emendas individuais, num total de R$ 50 milhões. E volto a dizer, tudo feito com total transparência e critérios técnicos.

RS - O Senhor como um deputado eleito pelo estado do Rio, como vê o nosso estado neste momento?

PG - Somos um estado forte, com um enorme potencial empreendedor e com profissionais qualificados, mas que infelizmente está estagnado, quebrado e vivendo das glórias do passado. Nos últimos tempos só ouvimos falar em aumento da violência e da corrupção, falta de leito nos hospitais e anos de espera por cirurgias simples, qualidade da educação em queda livre. O Rio precisa de um choque de credibilidade. E já passou da hora de mudarmos essa realidade e elevarmos o nosso estado ao patamar que ele pode e merece!

Revista Siga - Uma questão sempre cobrada, geração de empregos, o que pode ser feito de forma efetiva para amenizar o desemprego?

Paulo Ganime - Esse é outro grave problema do nosso estado. A nossa taxa de desemprego, segundo o IBGE, é maior do que a média nacional. O estado do Rio tem um grande potencial de crescimento, mas precisa resolver problemas como a crescente violência que afasta quem quer investir no estado; a grande burocracia para a abertura de empresas; a alta carga tributária; a falta de liberdade e de investimentos. Esses problemas precisam ser encarados com responsabilidade para nos prepararmos para receber grandes investimentos gerados com a nova Lei do Gás, o Marco Legal das Startups, o leilão da nova tecnologia 5G e outros temas que estão sendo aprovados em nível federal e que ainda dependem de regulamentação no estado.

RS - Saúde, muitos consideram um problema insolúvel, o que o Sr. Pode falar sobre isso?

PG - Nada é insolúvel, nada é impossível. A saúde do Rio está doente, mas tem solução. Precisamos trabalhar com equipe técnica e tomar decisões técnicas. Além disso, é preciso combater a corrupção que tomou conta da administração pública com inúmeras denúncias de desvio de recursos, principalmente, durante a pandemia, e tornar todos os processos transparentes. O caminho é investir em prevenção às doenças. Cuidar previamente da saúde da população.

RS - O interior do estado sempre se queixa de que a Capital acaba ficando com dois prefeitos: o governador e o prefeito da cidade, o Sr. Concorda? Alguma

mensagem para o interior?


PG - Verdade, e o resultado disso é que hoje, um único município concentra quase metade das riquezas do estado do Rio de Janeiro. A participação da capital no PIB estadual chega a 49%, uma realidade que põe em xeque o desenvolvimento do próprio estado. Acredito que nenhum município, atuando isoladamente, tem forças. O estado do Rio só vai se tornar economicamente forte, com seus 92 municípios, quando aproveitarmos o potencial de cada região, trabalharmos as vocações regionais. O estado do Rio precisa do interior.

RS - Qual é a sua visão, o maior problema do Estado do Rio?

PG - Infelizmente, é a corrupção, porque ela é endêmica. Não é à toa que tivemos cinco governadores presos e um que sofreu impeachment - o primeiro de um governador na história desde a redemocratização. Tivemos ainda deputados estaduais presos por conta de recebimento de propinas, empossados na prisão; conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), que deveriam zelar pelo bom uso dos recursos públicos, afastados sob acusação de corrupção; fraudes milionárias nos transportes, na saúde e em obras públicas envolvendo empresários e outros agentes públicos. No meu mandato, sempre combati a corrupção, inclusive sou autor de um pacote com nove projetos para aprimorar o combate à corrupção. No Rio, precisamos combater esse mal com transparência, inteligência e uma equipe técnica qualificada e com boa reputação

RS - O que o Sr. quer dizer à população?

PG - Eu acredito no potencial do estado do Rio de Janeiro, acredito que podemos dar a volta por cima e recuperar todo o prestígio do nosso estado. Hoje, sou pré-candidato ao governo do Rio porque não me conformo em ver nosso rico estado em decadência. Aproveito para fazer um convite a todos aqueles que, assim como eu, não desistiram do Rio. Acredite, o Rio tem solução!


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