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Hospital de Campanha terá leitos de UTI/CTI em Volta Redonda

Samuca Silva informou também que taxa de ocupação dos leitos de UTI está zerada na rede pública municipal


O Hospital de Campanha de Volta Redonda, criado pela prefeitura para como referência no tratamento de pacientes com a Covid-19, o Novo Coronavírus, vai contar também com leitos de alta complexidade (UTI/CTI). O local, atualmente, tem 114 leitos de média complexidade. Mas com objetivo de liberar leitos nos hospitais do Retiro e São João Batista, garantindo a maior capacidade de atendimento e o retorno de cirurgias eletivas, serão criadas vagas de UTI/CTI no Hospital de Campanha.


Com estrutura temporária para seis meses, o Hospital de Campanha visa evitar a maior ocupação de leitos na rede de saúde do município. O local tem custo mensal de cerca de R$ 270 mil. São mil metros quadrados com piso estruturado nivelado e elevado a 10 cm do chão, em chapa de compensado naval plastificado, com salas de estrutura octanorm, com climatização através de 30 aparelhos de ar condicionado (30 mil BTUS), além de fornecimento e instalação de iluminação de acordo com padrões hospitalares, quadro de energia independentes, entre outros.


Todos os equipamentos, assim como toda estrutura física, pontos de energia, gerador, entre outros, são alugados pelo prazo máximo de seis meses, período que se calcula um achatamento maior na curva de contaminação. “Antes que falem da locação, não locamos apenas ar condicionado, e sim toda a estrutura do Hospital de campanha. Isso porque a unidade tem caráter temporário e não haveria justificativa de em investir em uma estrutura fixa para a Covid. A pandemia, apesar de não tem prazo para passar, vai passar. E a rotina das unidades precisam voltar ao normal”, disse o prefeito de Volta Redonda, Samuca Silva.


Samuca destacou que um levantamento recente mostrou que o município tem um dos menores custos entre as unidades criadas temporariamente para o tratamento de coronavírus. “Temos uma unidade que já salva vidas, com um dos menores custos no país. Temos toda uma estrutura, com uma equipe multidisciplinar, e que visa cuidar de pessoas. Nosso objetivo é esse o tempo inteiro: salvar vidas”, destacou o prefeito Samuca.


A equipe multidisciplinar da unidade é composta por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, assistente social, fisioterapeuta, nutricionista e farmacêutica, além da equipe de apoio do Centro de Imagem, do Núcleo Interno de Regulação e de higiene, altamente treinada e de fundamental importância.


A secretária de Saúde, Flávia Lipke, explicou que com os leitos de UTI/CTI vão permitir o retorno de cirurgias eletivas nas unidades de saúde como Retiro e São João Batista. “Vamos referenciar todos os casos de Covid-19 para o Hospital de Campanha. Com isso, teremos mais leitos na nossa rede municipal e poderemos retornar com as cirurgias eletivas”, destacou a secretária.


Samuca Silva disse ainda que a taxa de ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) está zerada na rede pública municipal, ou seja, não há neste momento nenhum paciente utilizando os leitos. Ainda de acordo com o prefeito, a cidade chegou a marca dos 53 óbitos por coronavírus nesta segunda-feira, a nova vítima da doença é um idoso, de 87 anos, que estava internado em um hospital no município. Dando continuidade a atualização do boletim epidemiológico, há 3.977 casos notificados como suspeitos na Secretaria Municipal de Saúde.


Volta Redonda tem 1.058 casos confirmados da Covid-19, 913 pessoas podem ser consideradas recuperadas do vírus, ou seja, há ainda 145 pessoas com o vírus no município, 1.045 moradores testaram negativo.


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