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Paulo Paim cita carta da AAP-VR e da Faaperj para lutar pelo 14º salário


Em vídeo em seu canal da internet, o senador Paulo Paim citou carta que recebeu da Associação dos Aposentados e Pensionistas de Volta Redonda e da Federação das Associações dos Aposentados e Pensionistas do Estado do Rio de Janeiro para defender a aprovação do seu projeto de lei que institui, este ano, o 14º salário para aposentados e pensionistas. Paim cita, nominalmente, Rômulo de Carvalho, diretor previdenciário da AAP-VR, e Yedda Gaspar, presidente da Faaperj, como autores do documento que mostra o empobrecimento brutal das pensionistas brasileiras.


Atualmente, o Senado estuda o PL, que ganhou força nos bastidores do parlamento, após a sanção do presidente Jair Bolsonaro no projeto que antecipa o 13º dos aposentados. Na prática, os beneficiários seriam segurados e dependentes do INSS que recebem auxílios, como doença, aposentadoria, acidente, reclusão ou pensão por morte. O projeto aponta que 85 mil pessoas devem ser beneficiadas e R$ 42 bilhões devem ser injetados na economia do país.


Na carta encaminhada ao senador Paulo Paim (e antes aos deputados federais), a AAP-VR e a Faaperj, Rômulo de Carvalho e Yedda Gaspar lembram que cerca de 70% dos mortos por Covid 19 são idosos, que a grande maioria sustentava a família e, por causa da famigerada reforma da previdência, as pensionistas terão cortados quase 50% de sua renda familiar.


Pensão precisa mudar

Para Yedda, a aprovação de um 14º salário este ano irá ajudar muito os aposentados, mas é preciso, também, que não se esqueça das pensionistas. Na carta, ela cita o exemplo abaixo:


“Um aposentado recebe R$ 1800,00 de salário e paga R$ 400,00 de aluguel, tendo, ainda, os outros gastos com a casa (alimentação, impostos, luz, telefone) e, provavelmente, com medicamentos para ele e para a esposa. Morrendo, ele, claro, não consome mais remédios, mas a viúva continua com todos os demais gastos. Só que, ao invés dos R$ 1.800,00 da aposentadoria, passa a receber somente R$ 1.080,00. Ou R$ 1.100, já que ninguém pode receber menos do que o salário mínimo. Tirando os R$ 400,00 do aluguel, a renda líquida da pensionista cai de R$ 1.400,00 para R$ 700,00”.


A presidente da Faaperj acredita que é hora de todos os representantes dos aposentados, pensionistas e trabalhadores se unirem em prol da mudança do cálculo das pensões.


“Além da demora na concessão, o corte de quase metade do poder de compra está levando dezenas de milhares de pensionistas para o salário mínimo, obrigando-as a mudar de endereço, por causa do aluguel ou mesmo escolher entre comer ou comprar remédios. No ano que vem, teremos eleições para o Congresso e, se as associações, federações, confederações, sindicatos e centrais sindicais deixarem suas diferenças de lado e trabalharem juntos, podemos vencer esta batalha e tirar milhares e milhares de pensionistas da miséria”, concluiu Yedda Gaspar.

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