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Tratamento precoce contra Covid-19 em Volta Redonda reflete em baixa ocupação de leitos


Implantado há cerca de cinco meses, o Protocolo Municipal de tratamento precoce para Covid-19 da Prefeitura de Volta Redonda já beneficiou 509 pacientes. Todos que iniciaram a administração da Nitazoxanida, conhecida popularmente como Anitta, até os três primeiros dias de sintomas, não apresentaram agravamento da doença. O tratamento ofertado na Rede Municipal de Saúde de Volta Redonda foi aprovado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação que, após pesquisa, comprovou redução da carga viral nos pacientes da Covid-19.


O diretor do departamento de Assistência Farmacêutica, Alan Sombra, confirma que nenhum caso de agravamento e óbito foi registrado nos tratamentos que começaram nos três primeiros dias de sintomas da Covid-19. “Todos os pacientes que respeitaram o protocolo, responderam bem ao tratamento”, disse Alan, acrescentando que os pacientes são acompanhados pelo Consultório Farmacêutico.


A secretária de Saúde de Volta Redonda, Flávia Lipke, reforça que, logo aos primeiros sintomas, a orientação é procurar um dos centros de referência para Covid-19. Desde o início da pandemia, a prefeitura definiu uma unidade da Atenção Básica em cada um dos quatro distritos sanitários do município como centro de triagem. São elas as Unidades Básicas de Saúde nos bairros 249, Vila Mury, São João e Volta Grande, que agora abriga o Centro de Doenças Respiratórias (CDR). O funcionamento é das 7h às 22h.


“A criação deste fluxo de atendimento, desde o início da pandemia, centralizou o atendimento aos pacientes com suspeita da Covid-19. A estratégia adotada evita a contaminação cruzada em outras unidades de saúde do município”, afirmou Flávia, lembrando que a eficácia do protocolo ajuda a manter a capacidade de leitos para internação de casos graves da Covid-19 no município. “Porém, a possibilidade do tratamento não deve substituir o distanciamento social, o uso de máscara e a higienização das mãos como forma de prevenção”, avisou.


Na quarta-feira, dia 9, a Prefeitura de Volta Redonda atualizou o boletim diário sobre casos de Covid-19. A cidade chegou a 9.194 casos confirmados (um aumento de quase 200 casos de terça para quarta). Entretanto, a cidade segue com capacidade de atendimento. Dos leitos de CTI destinados para tratamento do coronavírus, apenas 5,88% estão ocupados.


O prefeito Samuca Silva recebeu na tarde de ontem, quarta, dia 9, o médico infectologista Edmilson Migowski, da UFRJ, e o secretário de Saúde da cidade de Olimpia (SP), Marcos Roberto, para falar sobre o tratamento precoce para casos de Covid-19 em Volta Redonda. A cidade paulista irá adotar, em breve, o mesmo protocolo.


O tratamento com Nitazoxanida é priorizado para pessoas acima de 40 anos com comorbidades – doenças que podem agravar o quadro da Covid-19, e os pacientes que fazem parte do grupo de risco para a doença, principalmente idosos e pessoas com doenças crônicas. A administração do medicamento é iniciada antes mesmo da chegada do resultado do teste de swab, colhido na unidade de saúde.


Ronaldo Alves Fabrício, morador da Vila Brasília, é um exemplo bem sucedido do tratamento. Ele encerrou a administração da Nitazoxanida nesta quarta-feira, dia 09, mas logo nos primeiros dias já não tinha mais os sintomas da doença. “Tenho 51 anos e entrei no protocolo da prefeitura porque sou diabético. Procurei logo o tratamento precoce para evitar uma internação. Além disso, sou motorista de aplicativo e tenho que ficar o mínimo possível sem trabalhar”, falou.


Isabel Cristina Lopes de Souza da Silva, de 56 anos, tem pressão alta e apresenta obesidade, por isso procurou logo uma unidade de referência para Covid-19 nos primeiros sintomas. “Moro no Jardim Cidade do Aço e iniciei o tratamento pela unidade da Vila Mury. A preocupação foi maior pelo meu marido, Antônio Dilberto, ter testado positivo para a doença. Mas estamos todos bem, completamos 16 dias dos primeiros sintomas”, afirmou.

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