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Voltarredondense que criou tecnologia que reduz risco de trombose é recebido na Prefeitura.


Titular da pasta, Sérgio Sodré, explicou que encontro ocorreu com a intenção de conhecer projeto e que objetivo é valorizar talentos da cidade.



O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SMDET), Sérgio Sodré, recebeu na tarde de quarta-feira (27) o estudante Matheus Fernandes de Oliveira, de 25 anos. Nascido em Volta Redonda, o jovem é formado em Química pela UFF (Universidade Federal Fluminense) da cidade e desenvolve um projeto de pesquisa de doutorado no Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O objeto do estudo é produzir stents bioabsorvíveis - prótese implantada nos vasos sanguíneos para evitar seu fechamento ou obstrução. O detalhe é que a peça do estudo de Matheus reduz o risco de trombose (quando um coágulo de sangue é formado em uma veia). O encontro ocorreu com a intenção do doutorando apresentar o projeto ao secretário.


A tecnologia desenvolvida por Matheus usa óxido nítrico, substância química produzida pelo organismo humano que provoca a dilatação dos vasos sanguíneos. O projeto está em fase de testes, mas segundo o doutorando, a ideia é que esses stents sejam absorvidos completamente pelo organismo; sem a formação de coágulos, fator que preocupa os médicos e que é comum em próteses bioabsorvíveis.



“Aí que entra a minha pesquisa. A ideia é desenvolvermos materiais absorvíveis de uso médico que liberam uma pequena molécula de óxido nítrico. Ela é produzida em nosso próprio organismo e desempenha funções essenciais no sistema cardiovascular, entre elas a inibição da formação de coágulos”, explicou Matheus, informando que para a fabricação dos stents utiliza impressoras 3D, possibilitando criar materiais sob medidas e com diferentes doses de óxido nítrico a serem liberados no corpo.


Além dos ganhos na saúde, os custos para a fabricação dessas próteses também seriam menores. Matheus revelou que os estudos iniciais mostraram que os stents de seu projeto têm um custo de R$ 30, enquanto os que existem no mercado atualmente giram em torno de R$ 7 mil.


Ciências sem Fronteiras


Antes de ser doutorando no Instituto de Química da Unicamp, Matheus passou pouco mais de um ano por duas universidades norte-americanas, através do programa do governo federal “Ciências Sem Fronteiras”. Na universidade de Arkansas, estado ao sul dos Estados Unidos, ele construiu um simulador de um sistema cardiovascular, o que acabou aguçando seu interesse pelo tema e culminou com o projeto de pesquisa dos stents bioabsorvíveis com uso de óxido nítrico.


Valorizar e fomentar talentos


Sodré explicou que o encontro ocorreu com a intenção de conhecer o projeto desenvolvido por Matheus e que a missão da secretaria é a de valorizar os talentos da cidade, estimulando o capital intelectual de Volta Redonda. “Nós queremos dar visibilidade a essas pessoas. A pandemia do novo coronavírus mostrou a importância que a ciência tem para a sociedade e é muito bom poder conhecer bons projetos. Quem sabe não podemos intermediar e ajudar mais pessoas?! A pesquisa do Matheus, por exemplo, é muito interessante”, pontuou.

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